Quinta-feira, 12 de setembro de 2013.
Hoje o pai foi em Feira (de Santana). Não aguentou a ansiedade e, mesmo sem saber se espera gêmeos mesmo, muito menos o(s) sexo(s) do(s) bebê(s), comprou-lhe(s) o primeiro presente: um traje completo para ele, outro completo para ela. Com direito a sapatinho e tudo!
Com a delicadeza que lhe é peculiar, o primeiro comentário: "Juli, o sapatinho foi mais caro que meu tênis!". Não sei se eu rezo mais para que venha um casal para usar mesmo os presentes ou para que Deus me conceda primos que os herdem. Dolorosa interrogação!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
PRIMEIRA FOTO
Quarta-feira, 11 de setembro de 2013.
Doze anos do ataque às Torres Gêmeas de New York. No dia, eu estava trabalhando no call center da então Telebahia Celular. Saí para o intervalo de 15 minutos, e a TV mostrava as primeiras imagens. Aterrador.
Em homenagem póstuma às milhares de vidas tão dramaticamente ceifadas então, hoje celebro a vida. A vida de minha princesinha Luana, que aniversaria hoje, e a vida de meus sobrinhos (no plural?), em sua primeira foto, tirada semana passada.
Tá vendo não??? Eu também não, mas sei que estão aí, em algum lugar. Quem sabe da próxima vez?
Doze anos do ataque às Torres Gêmeas de New York. No dia, eu estava trabalhando no call center da então Telebahia Celular. Saí para o intervalo de 15 minutos, e a TV mostrava as primeiras imagens. Aterrador.
Em homenagem póstuma às milhares de vidas tão dramaticamente ceifadas então, hoje celebro a vida. A vida de minha princesinha Luana, que aniversaria hoje, e a vida de meus sobrinhos (no plural?), em sua primeira foto, tirada semana passada.
Tá vendo não??? Eu também não, mas sei que estão aí, em algum lugar. Quem sabe da próxima vez?
terça-feira, 10 de setembro de 2013
OCEANO II
Terça-feira, 10 de setembro de 2013.
Só agora fiquei sabendo do apronte do danado do Oceano: mordeu o braço de meu cunhado em pleno 7 de Setembro. Pelo que me contaram, puseram a cilha de trás primeiro - ou o contrário, não lembro, não tenho muita afinidade com esses bichos, acho que já falei isso (se não, falo agora: definitivamente, não tenho!). O fato é que o rapaz, no auge dos seus hormônios reprodutivos e vendo toda aquela carne nova desfilar na sua frente, ficou nervoso e não houve quem o segurasse! Lico bem que tentou, mas a natureza falou mais alto e... dente nele! Por sorte, Lico foi rápido, e pegou meio de raspão. Quer dizer, tanto quanto é possível uma mordida pegar de raspão. O hematoma fecha o bíceps todo! Pense no problema se a coisa é pior! Não ia ter braço de pai para embalar dois! Deus é mais!!!
Só agora fiquei sabendo do apronte do danado do Oceano: mordeu o braço de meu cunhado em pleno 7 de Setembro. Pelo que me contaram, puseram a cilha de trás primeiro - ou o contrário, não lembro, não tenho muita afinidade com esses bichos, acho que já falei isso (se não, falo agora: definitivamente, não tenho!). O fato é que o rapaz, no auge dos seus hormônios reprodutivos e vendo toda aquela carne nova desfilar na sua frente, ficou nervoso e não houve quem o segurasse! Lico bem que tentou, mas a natureza falou mais alto e... dente nele! Por sorte, Lico foi rápido, e pegou meio de raspão. Quer dizer, tanto quanto é possível uma mordida pegar de raspão. O hematoma fecha o bíceps todo! Pense no problema se a coisa é pior! Não ia ter braço de pai para embalar dois! Deus é mais!!!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
COXINHA E HOT-DOG
Segunda-feira, 09 de setembro de 2013.
Meus sobrinhos já estão dando o ar da graça. A loura, dona da gastrite, esofagite e pólipo no esôfago por vida, assume a gravidez-boca-solta e toca o pau em coxinha e cachorro-quente a gosto.

Aliás, cachorro-quente não! Hot-dog, que é mais chique e ajuda Tetê Para-lama e
Para-choque a vender mais um pouquinho.
Meus sobrinhos já estão dando o ar da graça. A loura, dona da gastrite, esofagite e pólipo no esôfago por vida, assume a gravidez-boca-solta e toca o pau em coxinha e cachorro-quente a gosto.
Resultado da orgia gastronômica? Azia queimando no centro!!! É isso aê, meu povo... vocês são pequenos mas não são pedaço! Joguem duro na mamãe, pra ver se ela já começa a pensar antes de comer. ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ zoião!!!
domingo, 8 de setembro de 2013
SEU NOME?
Domingo, 08 de setembro de 2013.
Ontem foi aniversário de Denize, nossa meia-irmã, e nem consegui falar com ela. Sempre dissemos, eu e Juli, que nosso sonho era que ela viesse morar conosco novamente e ajudar-nos a cuidar de nossos filhos. Ela vai ficar eufórica quando souber!!!
Ontem foi aniversário de Denize, nossa meia-irmã, e nem consegui falar com ela. Sempre dissemos, eu e Juli, que nosso sonho era que ela viesse morar conosco novamente e ajudar-nos a cuidar de nossos filhos. Ela vai ficar eufórica quando souber!!!
sábado, 7 de setembro de 2013
OCEANO
Sábado, 07 de setembro de 2013.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
A MADRASTA
Sexta-feira, 06 de setembro de 2013.
O
bicho pegou! Liguei pra Mainha, para falar com ela, com Painho e com
minha irmã. Antes de falar com Juli, perguntei por ela a Mainha, e
aproveitei para perguntar quando seria a primeira ultrassonografia.
Mainha disse que será dia 20, mas que a mãe já está de olheiras de não
dformir, ansiosa com a data. Pode??? Não pode!!! E a "madrasta" entra
em ação!
E como isso nunca me incomodou de fato, fui me espalhando de novo e aproveitando a ligação para dar a bronca (merecida): ameacei falar com Dra. Joy para providenciar outra barriga pra alojar meus sobrinhos, se a que eles têm nãoi os deixa nem dormir! Nem preciso dizer que a brincadeira não foi muito bem recebida, né? A criatura largou um "Aaaaahn???" indignado, mas a de cá, que não é de se intimidar, repetiu o chiste. A coisa não rendeu, e espero que o recado tenha valido. Pois se tem cabimento passar noites sem dormir, ansiosa por um exame que vai acontecer semanas depois e nem vai mostrar tanta novidade assim?! Run! Aiai...
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
PROCEDIMENTO
Quinta-feira, 05 de setembro de 2013.
Com dor na bochecha de tanto rir, lendo o e-mail de minha comadre, em resposta às minhas felicitações de aniversário... segue o recorte:
" E isso de procedimento?? Ultimamente vejo muito isso escrito mas nao tenho a minima ideia do que é! Carla minha prima tb esta gravida com isso de procedimento tb. Na minha epoca era so abrir a perna jajajaja..."
Pra quem conhece a figura, dá até pra ouvi-la dizendo isso... Dá pra entender também que de fato ela não compreenda o que quer dizer "procedimento", não só pelo fato de estar morando fora há algum tempo, mas pela maneira esquiva com que a sociedade costuma referir-se a determinados "procedimentos" na área médica. É o "procedimento, o "tratamento", a "medicação", quase sempre para esconder (ou omitir) fatos que se considera questionáveis ou criticáveis. Às vezes - ou quase sempre - para camuflar aquilo que nos outros seria alvo de crítica para nós. Creio que não seja o caso de Carla, como também não é o de Juli, mas é que nossa hipócrita sociedade brasileira normalizou determinadas coisas a tal ponto que quase não há mais como tratá-las de maneira diferente.
No caso de Juli, como fui eu quem propositadamente escreveu, trato de esclarecer (até porque esse blog faz muito mais sentido se os leitores entenderem por que e como ele surgiu). PROCEDIMENTO, no caso de minha irmã, é uma FIV - Fertilização In Vitro. Em linhas gerais (falo pelo que foi feito com ela), faz-se uma punção de esperma para dali retirar os espermatozóides, enquanto se estimula a produção de óvulos através de hormônios sintéticos, para em seguida aspirá-los. Junta-se, então, in vitro, procedendo-se à fertilização. Desse universo de óvulos e espermatozóides, apenas uma parte resultará numa efetiva fecundação. Dos embriões, dois ou três - a depender da idade - serão transferidos para o útero (os demais podem ser congelados). A partir daí, é apenas rezar para que a natureza faça sua parte e aceite o visitante como alguém de casa. Após 12 dias, faz-se um primeiro Beta HCG, para verificar se o embrião foi aceito - ou seja, se há gravidez - e dois dias depois, repete-se o Beta, independente do resultado do primeiro, para confirmar.
pt.wikipedia.org/wiki/Fertilização_in_vitro
Recapitulando: esse blog foi iniciado com o primeiro Beta de minha irmã, quando fiquei sabendo que ela se havia submetido a uma nova transferência (foi feita uma primeira, catastrófica, em março, e seguirei falando disso já já) e fui à clínica com ela e minha mãe para ver se tinha dado certo. Graças a Deus - e só ele sabe o que isso significa para nós - meus sobrinhos estão aí. A natureza é sábia, e Deus é muito mais! Foi pela Sua vontade que estamos aqui, meus sobrinhos, minha irmã e eu, escrevendo para o mundo essa história.
Mas ela garante que tem tentado bastante o método tradicional a que minha comadre se refere.
Com dor na bochecha de tanto rir, lendo o e-mail de minha comadre, em resposta às minhas felicitações de aniversário... segue o recorte:
" E isso de procedimento?? Ultimamente vejo muito isso escrito mas nao tenho a minima ideia do que é! Carla minha prima tb esta gravida com isso de procedimento tb. Na minha epoca era so abrir a perna jajajaja..."
Pra quem conhece a figura, dá até pra ouvi-la dizendo isso... Dá pra entender também que de fato ela não compreenda o que quer dizer "procedimento", não só pelo fato de estar morando fora há algum tempo, mas pela maneira esquiva com que a sociedade costuma referir-se a determinados "procedimentos" na área médica. É o "procedimento, o "tratamento", a "medicação", quase sempre para esconder (ou omitir) fatos que se considera questionáveis ou criticáveis. Às vezes - ou quase sempre - para camuflar aquilo que nos outros seria alvo de crítica para nós. Creio que não seja o caso de Carla, como também não é o de Juli, mas é que nossa hipócrita sociedade brasileira normalizou determinadas coisas a tal ponto que quase não há mais como tratá-las de maneira diferente.
No caso de Juli, como fui eu quem propositadamente escreveu, trato de esclarecer (até porque esse blog faz muito mais sentido se os leitores entenderem por que e como ele surgiu). PROCEDIMENTO, no caso de minha irmã, é uma FIV - Fertilização In Vitro. Em linhas gerais (falo pelo que foi feito com ela), faz-se uma punção de esperma para dali retirar os espermatozóides, enquanto se estimula a produção de óvulos através de hormônios sintéticos, para em seguida aspirá-los. Junta-se, então, in vitro, procedendo-se à fertilização. Desse universo de óvulos e espermatozóides, apenas uma parte resultará numa efetiva fecundação. Dos embriões, dois ou três - a depender da idade - serão transferidos para o útero (os demais podem ser congelados). A partir daí, é apenas rezar para que a natureza faça sua parte e aceite o visitante como alguém de casa. Após 12 dias, faz-se um primeiro Beta HCG, para verificar se o embrião foi aceito - ou seja, se há gravidez - e dois dias depois, repete-se o Beta, independente do resultado do primeiro, para confirmar.
pt.wikipedia.org/wiki/Fertilização_in_vitro
Recapitulando: esse blog foi iniciado com o primeiro Beta de minha irmã, quando fiquei sabendo que ela se havia submetido a uma nova transferência (foi feita uma primeira, catastrófica, em março, e seguirei falando disso já já) e fui à clínica com ela e minha mãe para ver se tinha dado certo. Graças a Deus - e só ele sabe o que isso significa para nós - meus sobrinhos estão aí. A natureza é sábia, e Deus é muito mais! Foi pela Sua vontade que estamos aqui, meus sobrinhos, minha irmã e eu, escrevendo para o mundo essa história.
Mas ela garante que tem tentado bastante o método tradicional a que minha comadre se refere.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O ABARAAAAAAAAAAÁ!!!
Quarta-feira, 04 de setembro de 2013.
Pouca novidade por hoje. Afora o fato de que a professora de Espanhol não me deixou participar da atividade em grupo que ela propôs, para que eu não ensinasse os colegas e os deixasse aprender sozinhos, elogiando ao final meu progresso, dizendo que eu só precisaria praticar para não perder o que já construí.
Ao sair, fomos comer um abará, e senti muito não poder levar um para a gravidinha, que adora! Ela odeia pimenta, mas o abará apimentado ela não dispensa - na base do me-dá-uma-Coca-que-tá-ardendo e ai-ai-ai-mas-tá-uma-delícia! Se o caminho para o Monte Pascoal não fosse tão congestionado tanto, juro que levaria um (ou dois) pra meus sobrinhos! Mas abará gelado nem rola, né?
E abará também me lembra uma história pitoresca... decerto, você já ouviu muitos apelidos para os "perseguidos" órgãos femininos, mas ABARÁ??? E se esse ABARÁ nunca foi "aberto"??? Ê povinho baixo-astral, viu? Mas o pior de tudo é que todo mundo quer o ABARAAAAAAAAAAÁ!!!
Pouca novidade por hoje. Afora o fato de que a professora de Espanhol não me deixou participar da atividade em grupo que ela propôs, para que eu não ensinasse os colegas e os deixasse aprender sozinhos, elogiando ao final meu progresso, dizendo que eu só precisaria praticar para não perder o que já construí.
Ao sair, fomos comer um abará, e senti muito não poder levar um para a gravidinha, que adora! Ela odeia pimenta, mas o abará apimentado ela não dispensa - na base do me-dá-uma-Coca-que-tá-ardendo e ai-ai-ai-mas-tá-uma-delícia! Se o caminho para o Monte Pascoal não fosse tão congestionado tanto, juro que levaria um (ou dois) pra meus sobrinhos! Mas abará gelado nem rola, né?
E abará também me lembra uma história pitoresca... decerto, você já ouviu muitos apelidos para os "perseguidos" órgãos femininos, mas ABARÁ??? E se esse ABARÁ nunca foi "aberto"??? Ê povinho baixo-astral, viu? Mas o pior de tudo é que todo mundo quer o ABARAAAAAAAAAAÁ!!!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
ATÉ VOCÊ COMENDO CENOURINHA???
Terça-feira, 03 de setembro de 2013.
Hoje é aniversário de minha comadre. Comadre emprestada, bem verdade, pois não batizei Cora de fato; Dan não quer lhe impor uma religião e espera que ela decida por si quando puder... anyway, comadre de coração. Posso até dizer que tenho uma filha emprestada, embora ela própria ainda não compreenda isso, mas em Barcelona madrinha e padrinho têm um papel muito diferente - e muito mais importante - que aqui. São eles que assumem a criação dos afilhados caso os pais lhe venham a faltar. Daí a palavra aFILHAdo (ou aHIJAdo, em espanhol). É uma honra e uma alegria poder sê-lo, embora sofrido sê-lo à distância, sem poder acompanhar de perto o crescimento de minha pequena. E a falta que Dan me faz... meu Deus!
Minha irmã hoje está também muito feliz e orgulhosa de si mesma, pois pegou-se ralando uma cenoura para complementar o almoço, só por zelo pela gestação! Para quem a conhece, sabe o que isso significa. Para quem não imagina, talvez seja suficiente dizer que ela é da "Geração Malhação" (da Globo): mega preocupada com sobrepeso e gordura localizada, que briga contra a balança para tentar manter a forma, mas não abre mão de hambúrguer e Coca-Cola, nem que seja preciso passar o dia seguinte a alface e água mineral. Tudo muito saudável!
Cenoura sempre me lembra minha adolescência. O povo todo da rua empolgado para pegar um bronze no início do verão, consumindo cenoura compulsivamente para garantir o provimento vitamínico, e o bordão que seguiu-se ao fato: "Pô, Fulano(a), até você comendo cenourinha???"
Mas que dá gosto ver a bichinha se esforçando para ser responsável consigo própria e com seus grãozinhos de linhaça, ah, isso dá! Também, depois de tudo o que passou para chegar até aqui, bem que era de se esperar! Mas essa parte eu conto depois, quando a gravidez estiver mais encaminhada. Cenas dos próximos capítulos...
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
PENIQUINHO DE IMPROVISO II
Segunda-feira, 02 de setembro de 2013.
Minha irmã acessa o blog para avalizar as postagens. Nada mais lógico, já que a maior interessada. Adorou, mas bronqueou, considerando-o muito crítico - "sindicalista", em suas palavras. Esclareço, a ela e aos demais leitores, que não é esse o objetivo deste blog, porém quem me conhece sabe que não há muito como dissociar a tia da cidadã, da servidora pública, da psicóloga etc. etc. etc. Enfim, não vejo como me eximir de usar um espaço como esse sem lançar mão de uma, leve que seja, crítica social (pois se a tia está inserida nessa sociedade louca e adorável!). E vamos considerar, também não é muito minha cara escrever coisas tão água-com-açúcar assim... babar a ponto de publicar o diário de meus sobrinhos desde o primeiro dia da (confirmada) gestação já me parece suficiente (risos).
Cerca de 16h50, toca meu celular com a notícia: o segundo Beta HCG confirma não só a existência de gravidez como a enorme probabilidade de que sejam gêmeos. UÔU!!!
Explico. Na última sexta, quando recebemos a gloriosa notícia, o exame deu apontou taxas em torno de 510; a partir de 300, já se pode pensar em gravidez gemelar. Dentro de dois dias, repete-se o exame para confirmar a gravidez, esperando-se que a taxa tenha dobrado (o que não significa que, se não dobrar, há problemas com a gestação, essa é apenas a linha "normal"). Em boa matemática, o dobro de 500 é 1.000. Correto? "E eu, o que faço com esses números?". Ou minha irmã vai parir um alien, ou haja balde para aparar minha dupla baba!!!
Acho até que vou aproveitar esse momento de comprar tudo dobrado e providenciar logo não só um, mas dois peniquinhos, já que meu sistema reprodutor não sabe fazer conta e anda boicotando aquela história de ciclo de 28 ou 30 dias... uma porca inchada, sem menstruar, com volume uterino compatível com gravidez (não, não estou!), presa noutro engarrafamento por 75 minutos, 25 dos quais para andar 10 ou 15 metros e escapar do bendito! Diz aí: como não falar no assunto? ALGUÉM SABE ONDE ENCONTRO UNS PENICOS MANEIROS???
domingo, 1 de setembro de 2013
COR BEBÊ
Domingo, 1° de setembro de 2013.
Shopping tupiniquim é assim. A gente sai de casa para
pegar o shopping abrindo ao meio-dia e meia de um domingo, mas hoje só
funcionam a praça de alimentação, o cinema – se é que se pode chamar de cinema
– e as Lojas Americanas. Apesar de frustrante, um tanto curioso: por que só as
Americanas? Será que tá rolando promoção? Ôooo tentação! Aquieta, o foco é
outro.
Segundo shopping, de grande porte, mas não menos
tupiniquim: até que abre aos domingos, mas só a partir da 14h. Antes disso, as
pessoas não compram, só comem. Resolvemos aproveitar o solão inaugural de
setembro depois de tantos dias nublados e/ou chuvosos de agosto até abrir o
shopping às compras. Além do mais, uma água de coco na Orla custa menos do que
um litro de combustível – no bolso, no corpo e no planeta.
Foi só voltar ao shopping para lembrar que esquecemos
de perguntar se as 14h eram de paulista ou de baiano, mas mainha conseguiu
superar o aborrecimento e a fome por ter que esperar mais meia hora até que a loja abrisse. [CONTEÚDO SUPRIMIDO PARA POSTERIOR INCLUSÃO]
Mas voltando à nossa meia hora, gastas nas Americanas,
que não estavam assim numa promoçÃaaao, mas até que tinha boas ofertas. Não
conseguimos encontrar uma calça de moletom que meu avô está querendo para
passar o frio que lhe arrebata nos últimos meses e que o faz ficar trancado
dentro de casa fazendo-nos resistir à tentação de nunca mais na vida visitá-lo.
A vantagem é que a gente já vai treinando nossa claustrofobia para quando
enfrentar o caixão e a sepultura for inevitável. Deus me livre, é por isso que
quero ser cremada! Claro, não só por isso, mas para poder ver a minha vida se
multiplicar na de outras tantas pessoas que venham a receber meus órgãos e
tecidos; para evitar que quem me ama tenha um pretexto de cultivar a própria
dor indo ao cemitério chorar por alguém que já não está ali, nem mesmo em
corpo; e, lógico, porque pensar em mim mesma de braços cruzados sobre o tórax
trancafiada entre quatro pedaços de madeira e mais quatro de concreto não me
parece uma imagem muito alentadora. Não é igualmente alentador dar um moletom
branco a um ser humano que vive na Bahia e só toma um banho por dia, quer
dizer, por noite, na hora de dormir – quando toma! O moletom fica pra outro
dia.
Mas as roupinhas de bebê... aimeudeus! O que acontece
com a gente quando sabe que vai chegar uma coisinha pequena, rosada e gostosa
tão perto da gente, hein?! Eu nunca consegui entender. Na verdade, ainda não
consigo, mas o danado do vírus já me pegou. Duas retardadas, eu e minha mãe,
querendo levar a loja toda nas costas. Gritos histéricos e pulinhos infantis a
cada nova peça cor bebê (amarelo bebê, rosa bebê, azul bebê, verde bebê)
descoberta em promoção, por uma bagatela – ainda que o tecido não cobrisse meio
braço nosso! Eu, que nunca fui uma compradora contumaz, ao contrário, sempre
controlei os impulsos alheios para que não se rendessem às imposições
capitalistas do mercado de consumo (papo cabeça – blargh!), me pego
compulsivamente colecionando cabides, um após o outros, de roupinhas de bebê.
Quanto mais que são vários: Letícia, Álvaro Neto, e talvez os gêmeos Paulo Neto
e Carolina, que me olharão com olhinhos de jabuticaba e balbuciarão “Titi”...
aaaaaaaaaaaaaaai que a titia vai ficar doidinha!!!
sábado, 31 de agosto de 2013
QUITINETE E APARTAMENTÃO
Sábado, 31 de agosto de 2013.
Aniversário da vovó. O presente foi compartilhado,
segundo suas palavras. Eu diria que foi coletivo. Há muito nossa família
precisava de alegria, e não há nenhuma melhor que um bebê (dois então, uau!).
Cada bebê que nasce é uma luz do amor de Cristo que se acende no coração da
humanidade.
Após muita babação, guloseimas e azeite no Massapê –
tipo de solo da minha cidade natal, Santo Amaro da Purificação, que uso como
apelido carinhoso para reverenciar minha terra amada – voltamos a Salvador para
mais babação, guloseimas e azeite. Família toda reunida (toda significa a parte
que é possível e importante) na casa de voinha, para parabenizar duplamente a
aniversariante e avó. A bisa, radiante, não conseguia esconder o brilho nos
olhos, embora denominasse a si mesma de insensível e acusar-se de não saber
demonstrar as alegrias. Se ela soubesse... seu corpo fala por si só, e diz que
toda a dor que tem vivido não conseguiu apagar a chama de vida que carrega
dentro de si. Oxalá possam essas crianças que estão chegando herdar e/ou
aprender pelo menos metade da sua força e resignação!
Jogo pela TV a cabo na sala, bate-papo na cozinha, as
crianças veem vindo. O primeiro a chegar foi José, não o do Egito, mas o que
lhe homenageia. Daquele, meus parcos conhecimentos bíblicos nada me permitem
dizer. Desse, obrigo-me a comentar: o bebê mais risonho que já conheci! Em sua profusão
de babas e mordedores, dedos e mãos, os sorrisos desdentados mais gostosos que
já recebi! E o guri estava na minha intenção; parecia hipnotizado, com lindos
olhos de jabuticaba a me acompanhar em todos os movimentos e vozes e gestos.
Aí, quem baba sou eu!
Logo depois chega Letícia, que veio conhecer os
priminhos ou priminhas (ou priminho, ou priminha... ah, acho que será um casal,
então por ora ficamos com priminhos). Num emocionante abraço de barrigas, lá vão
eles se identificando, se reconhecendo... Letícia, de seu apartamentão estilo mansão
do Jardim Apipema, cumprimenta os grãozinhos de linhaça aos quais um dia
chamará de primos, espremidinhos numa quitinete estúdio que já já vai virar uma
casa GANDRONA, como diria meu amigo Brendo, que mora ao nosso lado no Massapê e
está nos deixando, já roxos de saudade. Ele vai morar numa casa “alta”, em cima
da casa da tia que tem um montão de jogo no celular, e que, com certeza, vai
precisar ser substituído por outro em dois tempos, pois o seu passará a outro
dono que eu desconfio levemente quem seja.
Tenho medo que ele nos esqueça, embora creia bem
sinceramente que isso não ocorrerá. Na verdade, bem bem bem sinceramente, não sei
se essa crença é crença mesmo ou é vontade de perpetuar uma amizade tão pura e tão
verdadeira que não só me ajudou a me entender com minha infância perdida como
nos ensinou a todos o que é, na prática, tornar-se responsável pelo que cativa.
Isso tudo, do alto dos seus 3 anos, à época em que nos conhecemos. Eu, cá nos
meus míseros 37, venho me debatendo há cerca de um ano para compreender o que
os adultos querem dizer quando chamam alguém de AMIGO. Embora às vezes fique
fraco, quando machuca o dedo na “mánica”, e às vezes durma de medo, Brendo é o
meu Ben10 forte!
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